"Senhoras e Senhores! O som desses caras é surpreendente! Estou a escutar "Stoned" da banda FUZZLY! "
Pelos meus pontos de exclamação devem estar percebendo a minha falta de emoção não é verdade! ¬¬ "Oh c'amon! saquem a brincadeira! Estou extasiado com o som! Muito bom! Uma pegada potente, pulsante, com uma expressão musical surpreendente!
Os parágrafos anteriores foram começados daquela forma, exclamativa, por um bom motivo, humanos! Para eu tentar passar pra vocês o que eu senti ao escutar o som do qual falei. Às pessoas que querem sacar mais sobre o STONER ROCK curtindo boas letras, além da FUZZLY, podem dar uma escutada nas bandas PROJETO TRATOR, DEAVOLLO e FUSARIUM, esta última com seu novo EP disponível para download entre os links aqui da Cultura do Subsolo! o EP parece mesclar temas que tratam de uma escravidão sublinar através do domínio de uma classe e/ou etinia sobre a outra. Além, ainda critica a moral cristã sobre a libido, a qual o autor da música chama Flor Pagã : "Libido é uma linda flor pagã".
Ainda há nossos piratas da cidade, não consegui melhor maneira para descrever o SARJETA! "Somos bêbados drogados! O meu bolso é furado!" imaginei aquela galera vestida com trapos rasgados e cantando o refrão. O som faz lembrar os Inocentes no início da carreria, aquela pegada punk. Ainda nessa pegada tem o NAFTALENO, cantando temas sociais. A primeira música na página myspace deles chama-se "O mundo vai acabar", na qual eles contam uma espécie de saga do fim do mundo por culpa do descaso do homem, da falta de reflexão sobre a iminência real do fim do mundo. Mais adiante, tratam do tema da corrupção e da união étnica. É uma boa escutar para tentarem entender o som.
Passei agora para o som do VINCEBUZ. Iciniou um som meio psicodélico, seguindo para um metal obscuro com uma voz forte e rouca. A imagem é realmente labirintica, como diz o título da música: "Labirintos da hipnose bestial" - "Através das dimensões" é a música que se segue e resgata a bestialidade sugerida na música anterior através dos gritos rasgados por trás de um som sujo à moda do efeito FUZZ. Muito bom som, ou melhor, eu descreveria o som deles como: Fantasmagoricamente bom!
Ainda sobre sons pesados, temos a banda INDIGNA. Para quem acha que mulher não consegue cantar gutural, está na hora de rever conceitos com essa banda! O som, com a potência de um carro quatro por quatro e com um pertinente bumbo duplo, é cantado por uma voz bem treinada e, ainda, em português nítido! Reconheçamos que é difícil de achar essas qualidades todas reunidas nos sons pesados. Gostei, particulamente, das partes em que há backing vocals.
Passei agora para o som do VINCEBUZ. Iciniou um som meio psicodélico, seguindo para um metal obscuro com uma voz forte e rouca. A imagem é realmente labirintica, como diz o título da música: "Labirintos da hipnose bestial" - "Através das dimensões" é a música que se segue e resgata a bestialidade sugerida na música anterior através dos gritos rasgados por trás de um som sujo à moda do efeito FUZZ. Muito bom som, ou melhor, eu descreveria o som deles como: Fantasmagoricamente bom!
Ainda sobre sons pesados, temos a banda INDIGNA. Para quem acha que mulher não consegue cantar gutural, está na hora de rever conceitos com essa banda! O som, com a potência de um carro quatro por quatro e com um pertinente bumbo duplo, é cantado por uma voz bem treinada e, ainda, em português nítido! Reconheçamos que é difícil de achar essas qualidades todas reunidas nos sons pesados. Gostei, particulamente, das partes em que há backing vocals.
Não poderia deixar de falar sobre uma das minhas bandas prediletas do subsolo paulista/paulistano! O ROSWELL, que aposta numa pegada mais grunge, a voz rasgada ao mesmo tempo que cantada e bem afinada, as guitarras parecem estar em mi maior mesmo, por isso a diferença entre eles e as bandas de Seattle. Os rapazes possuem um ótimo domínio dos instrumentos que possuem em mãos, é possível conferir bons solos ao ouvir as músicas. Um som agressivamente dançante, que daria um bom bate cabeça! As letras em inglês e o despojo com que o vocalista canta faz lembrar uma mistura de Sex Pistols com Nirvana, ao mesmo tempo que combinam diferentes distorções de guitarra. Parece que ouvi a frase "Baby, I hate and love you" em uma das músicas, seguida de uma risada sarcastica.
Acho que com essas leves informações, seja possível dar início a uma leve perscrutação dos sons cavernosos do nosso subsolo paulistano.
Por: Marcos Guimarães Morais